Decidiu-se(1) que hoje vamos almoçar frigideira de siri conjuntamente com o bacalhau que a Rosane -- minha sobrinha, afilhada e nora -- está preparando.
Eu sou fissurado em frutos do mar, mas lembro que, quando era jovem, nas sextas-feiras ditas santas, eu fazia questão de comer um suculento filé, de preferência em um restaurante. O objetivo subjacente era propagar meu desprezo pelas tradições cristãs. Hoje eu não estou nem aí. É pra comer bacalhau, eu como, tudo bem.
Não estou certo de que essa atitude seja a mais correta filosoficamente. Há ateus que defendem a tese de que os ateus deveriam ser mais atuantes, mais explícitos na defesa de suas convicções.
Mas, como diria alguém(2): a velhice é uma merda...
(1)Sempre que eu não identificar quem praticou a ação, subentenda--se que estou me referindo à Ana. Por exemplo, onde se lê “decidiu-se”, leia-se “a Ana decidiu”.
(2)E se ninguém disse, digo eu agora.

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